Calça justa demais causa doença nas pernas e nos pés

Calça justa demais causa doença nas pernas e nos pés

Calça justa demais causa doença nas pernas e nos pés

Uma das principais preferências na moda feminina, a calça ‘skinny’ (justíssima) pode danificar as fibras nervosas das pernas e dos pés, caso esteja muito apertada.

Este transtorno ocorreu com uma australiana de 35 anos, segundo estudo publicado na revista ‘Journal of Neurology, Neurosurgery & Psychiatry’.

A mulher ficou dias sem conseguir andar, após sofrer de ‘síndrome compartimental’. A patologia danifica um dos nervos que passam pela região da tíbia (osso da perna).

Antes de se sentir mal, ela estava usando a calça e havia ficado agachada durante horas para ajudar um parente numa mudança.

Depois de um tempo, a australiana sentiu a roupa cada vez mais apertada e desconfortável.

À noite, com o pé dormente, ela teve dificuldades de andar e caiu na rua, sem conseguir levantar sozinha.

Ao chegar no hospital, os médicos precisaram cortar o jeans da calça, para aliviar os tornozelos, que estavam muito inchados.

Os especialistas detectaram uma fraqueza dos tornozelos e nos movimentos dos dedos dos pés. Após o diagnóstico, a paciente precisou fazer uma terapia de gotejamento intravenoso e só voltou a andar novamente depois de quatro dias internada.

Além da dormência, outro sintoma da doença é a intensa dor na área afetada,afirma o neurologista André Lima.

O médico explica que, por estar apertada, a calça comprimiu os nervos e prejudicou a circulação sanguínea. “Este problema foi intensificado por ela ter ficado tantas horas abaixada, na mesma posição”, ressalta.

Segundo o angiologista Ricardo Brizzi, o ideal é que as pessoas coloquem roupas confortáveis para evitar outros transtornos de saúde, como trombose. “Sei que as mulheres gostam dessa calça, então optem por utilizar o número correto, para evitar que aperte ainda mais a perna”, acrescenta.

“Caso sintam as pernas doendo e inchadas, é preciso movimentá-las e massageá-las, para ajudar na circulação”, sugere o especialista.

Fonte : O Dia

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